O que trouxemos da Gamescom LATAM 2026
A Gamescom LATAM 2026 acabou no Distrito Anhembi, em São Paulo, e pela primeira vez tivemos o portfólio inteiro debaixo do mesmo teto. Cinco dias, um stand, três jogos: Rogue Reigns, Paradoxical e Dark Island: Faded Memories, todos jogáveis, lado a lado.
O stand
Montamos como um único espaço, e não três estandes separados, pra que as pessoas pudessem sentir a unidade que o estúdio tem por dentro, mesmo reunindo títulos de gêneros diferentes. Iluminado por neon, com uma escultura de dragão de dois metros na esquina aberta que virou um dos pontos mais fotografados da semana. Standees em tamanho real dos heróis do Rogue Reigns (o Guerreiro, o Paladino, a Ladina e o Mago) ficaram junto às paredes, com as três demos disponíveis para serem jogadas.
Também tivemos um convidado que atraiu público próprio: o Akihito (@ya.kihito), o já famoso sósia brasileiro do Hideo Kojima, passou no stand, e a fila pra tirar foto com ele virou uma atração à parte. Ele também se mostrou um entusiasta do desenvolvimento de jogos no Brasil, muito interessado no que a gente está tentando construir por aqui, e revelou que adoraria criar um jogo no futuro.
O pitch funcionou
O mais útil de uma feira é ver estranhos te descreverem o seu próprio jogo depois de poucos minutos jogando, sem nenhum contexto. Dessa vez eles acertaram. As pessoas puxavam Slay the Spire ao falar do Rogue Reigns, Portal para Paradoxical e Dark Souls para Dark Island.
São jogos que são nossas referências e uma grande inspiração pro que a gente está construindo por aqui. A gente tenta criar algo novo, mas sempre tendo em mente quem pavimentou o caminho pra construção desses gêneros. Nossos jogos não existiriam sem eles. Ver os jogadores chegarem exatamente nesses nomes mostra que a gente está comunicando o que quer.
E nos três, a primeira coisa a que as pessoas reagiam era a arte. Cada jogo tem sua própria identidade visual, e é consistentemente isso que puxa as pessoas do corredor pra dentro.
Três jogos, um estúdio
Uma coisa que não esperávamos totalmente: as pessoas jogavam mais de um dos nossos jogos e começavam a conectá-los por conta própria. "Joguei o outro também." A Venn Studios como estúdio, e não só como um conjunto de títulos, está começando a significar algo para quem joga. Um visitante resumiu bem: em 2026, importa que esses sejam jogos feitos por gente, à mão. A gente assina embaixo.
O que estamos levando de volta pra prancheta
Convenção é onde as lições vêm rápido, e a mais clara dessa vez foi sobre o onboarding. Os jogadores não queriam explicações longas. Queriam logo pôr a mão no jogo, e gostavam da sensação de descobrir as coisas por conta própria. Então é nisso que a gente está apostando: pensar os primeiros minutos pra deixar a pessoa jogar logo e descobrir sozinha, em vez de despejar tutorial logo de cara. Cinco dias vendo gente jogar deixam esse tipo de coisa óbvio.
Uma celebração pro time
Não foi só feedback e demo. Cinco dias de feira com o time inteiro junto é raro, e marcamos com uma primeira vez: o primeiro aniversário temático do Rogue Reigns, do nosso artista Rafael Benites, que fez aniversário no meio da feira. Poder celebrar alguém da casa, cercado pelos jogos em que a gente vem se dedicando de corpo e alma, é o tipo de coisa que faz uma semana dessas ficar marcada.
Obrigado, São Paulo
Pra todo mundo que passou no stand, pegou um controle ou tirou foto com o dragão: obrigado. O Brasil é casa. As pessoas aqui amam jogos e querem viver a produção de jogos no Brasil, não só sonhar com ela. Saímos da feira super motivados e felizes, sabendo que o que estamos tentando criar também pode abrir portas pra quem sonhou com isso junto com a gente.
Rogue Reigns chega em setembro de 2026 para PC, consoles e mobile.